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Alckmin afirma que Bolsonaro √© 'um desocupado' e que não atrapalha governo Lula

Segundo Alckmin, as declarações do ex-mandat√°rio não chegam a atrapalhar o governo de Luiz In√°cio Lula da Silva (PT), pois a postura dele √© meramente "descompromissada com as coisas"

Por Agência Estado/Correio Braziliense em 25/01/2024 às 00:32:37
Na entrevista, Alckmin também analisou o panorama eleitoral da capital paulista - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Na entrevista, Alckmin também analisou o panorama eleitoral da capital paulista - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quarta-feira, 24, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é "um desocupado". Segundo Alckmin, as declarações do ex-mandat√°rio não chegam a atrapalhar o governo de Luiz In√°cio Lula da Silva (PT), pois a postura dele é meramente "descompromissada com as coisas".

"Não é que ele atrapalha o governo, é uma coisa meio panflet√°ria, descompromissada com as coisas, fake news, e advoga uma tese quase incivilizatória. Quem não é democrata não deve participar da eleição", afirmou Alckmin em entrevista ao portal UOL.

Na entrevista, Alckmin também analisou o panorama eleitoral da capital paulista. Lula est√° engajado na disputa à Prefeitura de São Paulo. A eleição, segundo o presidente, ser√° de "confrontação direta" entre ele e Jair Bolsonaro, numa polarização representada pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), apoiado pelo petista, e pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), que vem se aproximando de Bolsonaro nos últimos meses.

Em um acordo que remonta a 2022, Lula estar√° no palanque de Guilherme Boulos. O vice-presidente Geraldo Alckmin, por sua vez, é entusiasta da pré-campanha da deputada federal Tabata Amaral, sua correligion√°ria.

Questionado sobre a divisão das alianças no pleito, o vice relativizou o fator federal nas disputas às prefeituras. Os problemas locais, segundo Alckmin, são mais relevantes para o eleitor na tomada de decisão. Além disso, cada partido tem autonomia para desenvolver seus apoios, disse o vice.

"Eleição municipal é local. Claro que tem o aval, o apoio de alguém, uma recomendação, uma ajuda, mas não é o fator decisivo", disse Alckmin. "O PT é um partido, o PSB é outro, e o PSB tem uma menina de grande valor, a Tabata Amaral."

Alckmin não acredita em 'vaga garantida'

Ao contr√°rio de Alckmin, o ministro M√°rcio França (Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte), também filiado ao PSB, acredita que o apoio de Lula confere a Boulos "vaga garantida" no segundo turno da eleição. França esteve na terça-feira, 23, no mesmo programa que Alckmin participou nesta quarta.

Relembrado a declaração, Alckmin discordou do correligion√°rio, afirmando que "a eleição nem começou" e o cen√°rio ainda é incipiente. "O M√°rcio (França) é craque, em matéria de política é professor, mas eu não diria que o Boulos j√° est√° garantido. Mas é o favorito (para uma vaga no segundo turno)", disse o vice-presidente.

Datena e Marta ajudam as chapas

Quanto aos arranjos para a composição das chapas, que movimentam a eleição paulistana neste momento, Alckmin elogiou a "empatia popular" de José Luiz Datena, afirmando que o apresentador de televisão "é uma grande liderança" e ajudaria o projeto do PSB.

"É uma decisão que passa muito por ele", disse Alckmin, confirmando o que a própria Tabata Amaral afirmou ao Estadão na semana passada. Além de reiterar que Datena "agrega" na chapa, a pré-candidata confirmou que o posicionamento do apresentador sobre ser vice ou não só sair√° no meio do ano, período das convenções partid√°rias.

Fonte: Correio Braziliense

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