Sa√ļde

Anvisa concede registro definitivo para a vacina da Pfizer

Imunizante é o primeiro a obter o registro definitivo no Brasil

Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil * - Brasília, *Colaborou Andreia Verdélio, Edição: F

23/02/2021 às 12:30:15 - Atualizado h√°
- Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Direitos Reservados

A Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa) concedeu hoje (23) o registro definitivo à vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmac√™utica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alem√£ BioNtech. A concess√£o do registro foi anunciada pelo diretor-presidente da ag√™ncia reguladora, Antônio Barra Torres, que destacou que a an√°lise para a libera√ß√£o do imunizante levou 17 dias.

"O imunizante do Laboratório Pfizer/Biontech teve sua seguran√ßa, qualidade e efic√°cia aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa, que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidad√£o brasileiro", disse Barra Torres ao anunciar o registro. "Esperamos que outras vacinas estejam, em breve, sendo avaliadas e aprovadas", acrescentou.

A vacina é a primeira a obter o registro definitivo no Brasil. O imunizante se chama Cominarty. A empresa entrou no dia 6 de fevereiro com o pedido de registro definitivo da vacina contra a covid-19. O imunizante, entretanto, ainda n√£o est√° disponível no país.

Em dezembro, a Pfizer j√° havia anunciado que n√£o faria pedido para uso emergencial da sua vacina no Brasil, e que seguiria o processo de submiss√£o diretamente para um registro definitivo. À época, a empresa disse considerar o procedimento "mais célere", além de mais amplo.

Segundo a Pfizer, 2,9 mil volunt√°rios participaram dos testes clínicos de sua vacina no Brasil. No mundo todo, foram 44 mil participantes em 150 centros de seis países, incluindo √Āfrica do Sul, Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Turquia. Os resultados da terceira e última fase de testes do imunizante, divulgados em novembro, apontaram efic√°cia de 95% contra o novo coronavírus (covid-19).

De acordo com a Anvisa, o registro "abre caminho para a introdu√ß√£o no mercado de uma vacina com todas as salvaguardas, controles e obriga√ß√Ķes resultantes dessa concess√£o". Até ent√£o, as vacinas aprovadas no Brasil s√£o para uso emergencial: a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmac√™utica chinesa Sinovac, e a vacina produzida pela Funda√ß√£o Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório ingl√™s AstraZeneca.

De acordo com a Anvisa, entre as autoridades referendadas pela Organiza√ß√£o Pan-Americana da Saúde (Opas), a ag√™ncia reguladora brasileira é a primeira a conceder o registro de uma vacina contra a covid-19.

O pedido de registro definitivo é o segundo que a Anvisa recebe para uma vacina contra a covid-19. O primeiro foi feito em 29 de janeiro e é relativo à vacina desenvolvida pela farmac√™utica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, que j√° tem autoriza√ß√£o para uso emergencial no país.

Fonte: Agência Brasil
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