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Senador gastou R$ 30 mil de verba pĂșblica para participar de ato pró-Bolsonaro

Jorge Seif estava em viagem oficial nos Emirados Árabes e interrompeu programação para apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro em manifestação neste domingo (25/2)

Por Aline Brito em 26/02/2024 às 17:02:35
Ao Correio, Seif disse ter "Ao Correio, Seif disse ter "zero constrangimento" - (crédito: Reprodução/Instagram)

Ao Correio, Seif disse ter "Ao Correio, Seif disse ter "zero constrangimento" - (crédito: Reprodução/Instagram)

O senador Jorge Seif (PL-SC) estava em viagem oficial aos Emirados Árabes Unidos e fez uma alteração nas passagens aéreas para participar da manifestação bolsonarista realizada neste domingo (25/2), na avenida Paulista, em São Paulo. A vinda relâmpago do parlamentar ao Brasil gerou um custo adicional de aproximadamente R$ 32 mil aos cofres pĂșblicos.

Inicialmente, o parlamentar iria de Dubai para Lisboa, onde vai participar do evento da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), mas, por conta do ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fez um bate-volta à capital paulista, que custou mais de R$ 30 mil, de acordo com informação disponĂ­vel no Portal da TransparĂȘncia.

Em Dubai, Seif integrou a comitiva comandada pelo governador de Santa Catarina Jorginho Mello (PL), que também esteve presente no ato na Paulista. As passagens aéreas para os compromissos internacionais do senador jĂĄ estavam compradas desde 30 de janeiro e custaram, incluindo os trechos do Brasil para Dubai, de Dubai para Lisboa e a volta para o solo brasileiro, cerca de R$ 45 mil.

Com a alteração para estar na manifestação, o custo total da viagem subiu para mais de R$ 77 mil, bancados com dinheiro pĂșblico. Ao Correio, Seif disse ter "zero constrangimento" em relação à alteração no itinerĂĄrio da viagem e que a vinda relâmpago para o Brasil foi autorizada pelo presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

"Toda viagem internacional é autorizada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Ele autorizou e os custos não foram pela cota parlamentar, mas pelo próprio Senado. As atividades polĂ­ticas também fazem parte da vida do parlamentar e Pacheco entendeu que faço parte da base da oposição e que faz parte da minha atividade parlamentar participar de momento que são importantes para o Brasil", declarou o senador, que reconheceu que o custo da passagem foi "altĂ­ssimo", mas agradeceu o presidente da Casa Alta por ter "bancado o meu retorno ao Brasil".

O Correio procurou a assessoria do senador Rodrigo Pacheco e aguarda retorno. Em nota, o Senado Federal afirmou que as viagens do senador foram autorizadas pela presidĂȘncia da Casa.

Veja a declaração do Senado na Ă­ntegra:

"O Senado Federal informa que a PresidĂȘncia da Casa autorizou viagem do senador Jorge Seif para acompanhar o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, aos Emirados Árabes, no perĂ­odo de 17 a 25 de fevereiro. Também autorizou a missão do senador catarinense a Portugal, entre 27 de fevereiro e 1Âș de março, acompanhando o secretĂĄrio de Turismo de SC, Evandro Neiva Oliveira. Ambas as missões tĂȘm carĂĄter de representação do Senado Federal.

O Senado esclarece, ainda, que a solicitação e a utilização de bilhetes e diĂĄrias, além do seguro-viagem, são de estrita responsabilidade do senador participante das missões"

Veja, na Ă­ntegra, declaração dado por Seif ao Correio:

"Toda viagem internacional é autorizada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Ele autorizou e os custos foram não pela cota parlamentar, mas pelo próprio Senado. As atividades polĂ­ticas também fazem parte da vida do parlamentar, da vida do senador. Só tenho que agradecer ao presidente Rodrigo Pacheco por ter entendido que faz parte da minha atividade parlamentar participar de momentos que são importantes pro Brasil e por ter autorizado, porque não bastava minha vontade de vir ao Brasil, precisava da chancela do presidente do Senado. Então ele entendeu que faço parte da base da oposição e que a minha participação no evento de hoje faz parte da minha atividade como senador.

Quem pagou isso não foi meu gabinete, foi a mesa do Senado. Agradeço ao Pacheco por ter respeitado a questão democrĂĄtica, as diferenças ideológicas e ter autorizado minha vinda ao Brasil. Se ele não tivesse autorizado, eu teria que ter ido para Lisboa, como constava no planejamento inicial, e ele não só autorizou como pagou a passagem. Tenho zero constrangimento. Agradeço ao presidente do Senado pelo entendimento do momento polĂ­tico, que ele respeitou, autorizou e bancou o meu retorno ao Brasil com custo que considero altĂ­ssimo".

Fonte: Correio Braziliense

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