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PF acusa Abin de obstrução de Justiça durante buscas em BrasĂ­lia

O intuito da diligĂȘncia era acessar documentos supostamente produzidos pela chamada "Abin paralela", que fazia espionagem ilegal

Por Ingrid Soares em 27/01/2024 às 19:48:38
Segundo agentes federais, o atual comando da Abin manteria contato com o ex-diretor da instituição, o hoje deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), e passaria informações sigilosas - (crédito: Antônio Cruz

Segundo agentes federais, o atual comando da Abin manteria contato com o ex-diretor da instituição, o hoje deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), e passaria informações sigilosas - (crédito: Antônio Cruz

A Polícia Federal apontou uma possível tentativa de obstrução de justiça da AgĂȘncia Brasileira de InteligĂȘncia (Abin) no dia do cumprimento de mandados de busca e apreensão na sede da agĂȘncia na última quinta-feira (25/1), em Brasília. A informação é do G1.

Na ocasião, os agentes da PF teriam sido questionados sobre a extensão dos mandados e não tiveram acesso integral a todos os documentos. Eles precisaram solicitar ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do caso, uma nova ordem judicial, e só assim tiveram acesso aos dados necessĂĄrios para a investigação.

O intuito da diligĂȘncia era acessar documentos supostamente produzidos pela chamada "Abin paralela", que fazia espionagem ilegal.

No último dia 26, o delegado da Polícia Federal, Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho, foi exonerado da função de coordenador de Aviação Operacional. Ele é investigado por fazer parte de um esquema de espionagem irregular na Abin.

A cúpula da agĂȘncia estĂĄ por um fio e pode ser demitida, nos próximos dias, pelo presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva. Segundo os agentes federais envolvidos na Operação Vigilância Aproximada, deflagrada na quinta-feira, o atual comando da Abin manteria contato com o ex-diretor da instituição, o hoje deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), e passaria informações sigilosas. O parlamentar é considerado o responsĂĄvel pela montagem de um esquema ilegal de monitoramento de autoridades e figuras públicas consideradas inimigas do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao Correio, a Abin alegou que "não houve obstrução" e que no cumprimento da operação da Polícia Federal "faltava um mandado específico, o que foi alertado pela ĂĄrea jurídica da agĂȘncia". "Na diligĂȘncia, a equipe da PF foi informada de que precisava do novo documento. Foi um alerta. Posteriormente, com o mandado em mãos, a PF cumpriu tranquilamente a tarefa. Foi questão de formalidade", concluiu.

Fonte: PB Agora

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