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Embaixada de Israel diz não ter convidado Bolsonaro para reunião

ApĂłs mal-estar, a embaixada emitiu nota nesta quinta-feira (9/11) dizendo que foi surpreendida pela presença de Bolsonaro na reunião de ontem (8), na CĂąmara, e que convidou apenas parlamentares

Por Victor Correia em 10/11/2023 às 03:56:22
Bolsonaro na liderança do PL na Câmara - (crédito: Ândrea Malcher / C.B / D.A. Press)

Bolsonaro na liderança do PL na Câmara - (crédito: Ândrea Malcher / C.B / D.A. Press)

A Embaixada de Israel no Brasil emitiu nota nesta quinta-feira (9/11) negando ter convidado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para reunião com parlamentares da oposição. A manifestação ocorre após mal-estar causado com o governo federal pelas ações e falas do embaixador Daniel Zohar Zonshine.

Zonshine participou de reunião na CĂąmara dos Deputados, na quarta-feira (8), para mostrar vídeos sobre as ações do grupo terrorista Hamas contra israelenses, e defender a posição dele no conflito. Ele esteve ao lado, porém, de Bolsonaro. O diplomata também causou desconforto ao comentar a operação da Polícia Federal (PF) que prendeu suspeitos de ligação com o grupo terrorista Hezbollah, do Líbano, que também atua no conflito.

"A reunião de ontem (8) no Congresso Nacional teve como intenção mostrar as atrocidades do 7 de outubro cometidas pelos terroristas do Hamas. Um material muito bruto e sensível. Convidamos parlamentares e apenas parlamentares. A presença do ex-presidente não foi coordenada pela Embaixada de Israel e não era de nosso conhecimento antes da reunião", destacou a Embaixada de Israel.

"Gostaríamos também de agradecer às autoridades brasileiras pelo sucesso da operação para evitar os ataques terroristas que teriam sido planejados aqui pelo Hezbollah", finaliza a nota. Em entrevista ao jornal O Globo, o embaixador disse que o grupo terrorista só atua no Brasil "porque tem gente que os ajuda".

Governo reagiu para proteger PF

A atitude do israelense causou mal-estar no governo, que reagiu para defender a atuação soberana da Polícia Federal. A operação contou com cooperação da Mossad, de Israel, que capitalizou o tema para promover sua posição na guerra. O ministro da Justiça e Segurança Pública, FlĂĄvio Dino, e mesmo a PF, fizeram duras críticas à ação.

Diplomaticamente, porém, o governo evitou medidas mais duras para não prejudicar a retirada de brasileiros da Faixa de Gaza. Críticas públicas ao governo e reunião com opositores, especialmente um que estĂĄ inelegível e não tem cargo público, são incomuns na diplomacia.

Fonte: Correio Braziliense

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