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Zelensky quer encontro com Lula no G7 para tentar apoio do Brasil à Ucrânia

A ideia do presidente ucraniano é aproveitar o encontro para pressionar Brasil e Índia a aderirem ao grupo diplomático que tem fornecido ajuda militar à Ucrânia

Por Rafaela Gonçalves em 19/05/2023 às 16:03:41
(crédito: Ricardo Stuckert/PR)

(crédito: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky quer marcar um encontro bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar da guerra com a Rússia. A informação foi confirmada por interlocutores do Itamaraty. Ambos estão em Hiroshima, no Japão, para a reunião do G7, grupo das principais potências econômicas do mundo.

Além de Lula, Zelensky procurou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, para encontro da mesma natureza. Tanto a Índia quanto o Brasil têm mantido posição de neutralidade sobre o conflito na Europa. A ideia do presidente ucraniano é aproveitar o encontro para pressionar os dois países a aderirem ao grupo diplomático que tem fornecido ajuda militar à Ucrânia na guerra contra a Rússia.

O G7 tem dado à Ucrânia ajuda financeira e militar desde que a Rússia invadiu o país. Lula já sinalizou que quer criar um "grupo de paz" com países dispostos a mediar o fim do conflito. No início do mês, o assessor especial da Presidência, o ex-chanceler Celso Amorim, esteve na Ucrânia para tratar do assunto.

Armas nucleares

Em documento, divulgado nesta sexta-feira (19/5), a cúpula do G7 disse ser inadmissível o uso de armas nucleares pela Rússia contra a Ucrânia. "A retórica nuclear irresponsável da Rússia, o enfraquecimento dos regimes de controle de armas e a intenção declarada de implantar armas nucleares na Bielo-Rússia são perigosos e inaceitáveis", apontaram.

Em março, o governo russo voltou a lançar sobre os países ocidentais a sombra de um conflito nuclear em decorrência da guerra. Os sete países reforçaram o compromisso deles em alcançar um mundo sem armas nucleares e com segurança para todos. Como saída, destacaram a importância da transparência em relação às armas nucleares.

Fonte: Correio Braziliense

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