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Moraes inclui Bolsonaro na investigação de atos terroristas após pedido da PGR

A medida foi pedida pela Procuradoria-Geral da República e acatada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta (13/1)

Por Ronayre Nunes e Aline Brito em 14/01/2023 às 01:07:27
(crédito: Reprodução/AFP)

(crédito: Reprodução/AFP)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será incluído na investigação que apura os atos terroristas realizados por seus apoiadores no último domingo (8/1), em Brasília. O pedido para a inclusão foi realizado pelo Coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos — que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma representação contra Jair Messias Bolsonaro (PL). O documento foi acatada pelo ministro Alexandre de Moraes nesta sexta-feira (13/1).

O pedido enviado nesta sexta-feira (13/1) pede que o ex-presidente seja investigado por instigação e autoria intelectual dos ataques aos prédios dos Três Poderes no último domingo (8/1).

O inquérito no qual o ex-presidente será investigado mira os "autores intelectuais" e os responsáveis por instigar os bolsonaristas a invadirem e depredarem o Palácio do Planalto, Congresso Nacional e a sede do STF. Os responsáveis por vandalizar e destruir móveis, vidraças, salas, rasgar documentos, destruir obras de arte e itens históricos foram presos.

Procuradores pedem investigação contra Bolsonaro por crime de incitação

Na quinta-feira (12/1), 79 procuradores e subprocuradores enviaram ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, um documento pedindo que o ex-presidente seja investigado pelo crime de incitação, em decorrência de uma publicação feita por Bolsonaro em sua página do Facebook.

Aras recebeu a petição assinada pelos membros do Ministério Público Federal (MPF) e repassou para o subprocurador Carlos Frederico Santos analisar, já que ele é o responsável pelo grupo estratégico que centraliza as apurações relacionadas aos atos antidemocráticos. Santos explicou ao Correio que analisou o documento, entendeu que cabia investigar Bolsonaro e, por isso, o encaminhou ao STF.

"Não se nega a existência de conexão probatória entre os fatos contidos na representação e o objeto deste inquérito [o 4.921], mais amplo em extensão. Por tal motivo, justifica-se a apuração global dos atos praticados antes e depois de 8 de janeiro de 2023 pelo representado [Bolsonaro]", afirmou Santos. O coordenador do grupo estratégico, no pedido enviado ao STF, solicita ainda que seja expedida ordem imediata ao provedor de aplicação Meta, para preservação do vídeo postado e apagado no perfil do ex-presidente na rede social Facebook.

*Com informações do jornal Estado de Minas

Fonte: Correio Braziliense

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