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Mais de 64% dos paraibanos querem comprar presentes no Natal, diz Fecomércio

Pesquisa foi realizada com 330 consumidores selecionados de forma aleatória nos principais pontos do comércio da Grande João Pessoa

Por Portal Correio em 29/11/2022 às 00:45:41
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Cerca de 64,5% dos consumidores paraibanos manifestaram o desejo de comprar presentes neste final de ano, segundo o Instituto de Planejamento, Estatística e Desenvolvimento da Paraíba (INDEP) da Fecomércio. O dado é 2,41 pontos percentuais superior aos que tinham intenção de comprar no Natal de 2021.

"A perspectiva é que haverá um crescimento nas vendas de cerca de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Isto porque devemos somar as vendas da Black Friday com as da Copa do Mundo, que vai aumentar a procura por eletrodomésticos, especialmente televisores. E, além disso, as vendas do Natal, que é a melhor época para o comércio. Sintetizando, podemos dizer que teremos o melhor final de ano dos últimos tempos", analisa o presidente da Fecomércio Paraíba, José Marconi Medeiros.

O levantamento mostrou que, por mais um ano, os filhos serão os que mais receberão presentes, indicados por 38,07% dos consumidores, seguidos pelos namorados ou cônjuges (30,99%), mãe (24,88%) e compras pessoais (23,47%).

Produtos preferidos

Os presentes preferidos neste Natal, assim como nos anos anteriores, serão as peças de vestuário, indicadas por 56,34% dos entrevistados. Os brinquedos aparecem em segundo lugar com 18,78%. Em seguida, aparecem calçados (14,55%), perfumes (8,92%) e eletrodomésticos e eletroeletrônicos (8,45%). Desta categoria, o mais citado foi smartphone/celular (38,89%).

Estimativa de gastos

A pesquisa mostrou que o gasto médio do consumidor paraibano será de, aproximadamente, R$ 199,80, valor um pouco superior ao do ano passado (R$198,80). A maioria dos entrevistados (39,44%) pretende comprar presentes de até R$ 100, enquanto 30,52% dos consumidores afirmaram que darão presentes entre R$ 101 e R$ 250. Já os que pretendem gastar acima de R$ 800 totalizam 4,23%.

Na análise por sexo, os homens pretendem gastar, em média, R$ 212,03. Já as mulheres devem ter um gasto médio de R$ 189,28.

O estudo também mostrou que os gastos com as compras neste ano serão maiores do que em 2021 para 44,58% dos respondentes que alegaram: o aumento nos preços dos produtos (60,81%); comprar presentes melhores (18,92%); aumento na renda familiar, possibilitando uma escolha melhor (13,51%); e estar menos endividado (5,41%).

Os que afirmaram que vão gastar menos esse ano apontaram que pretendem economizar (48,28%); orçamento familiar apertado (34,48%); possuir dívidas (10,34%); e incertezas quanto ao cenário econômico (3,45%).

Formas de pagamento

Em relação à forma de pagamento, a preferência dos consumidores é o pagamento à vista, citado por 50,70%. A maioria (48,15%) vai utilizar o dinheiro em espécie, 32,41% vai pagar com PIX e 19,44% pretende pagar com débito em conta. Esta opção está ligada aos descontos que serão oferecidos.

Já a opção pelo pagamento a prazo foi citada por 48,36% e, destes, 98,06% vão utilizar o cartão de crédito.

Local e período de compras

Como nos anos anteriores, a maior parte dos paraibanos (53,05%) vai dar preferência aos shoppings centers para fazer suas compras. Em seguida, aparecem as lojas localizadas no Centro de João Pessoa (38,50%). As compras via e-commerce obtiveram a terceira maior indicação, com 16,90% do total. Como os respondentes podiam informar mais de um local, o total ultrapassa os 100%.

Para escolher os locais de compras, os consumidores levam em consideração, principalmente, os preços (65,73%) e a qualidade dos produtos (22,54%). O atendimento oferecido aos clientes e o conforto também foram apontados por 17,84% dos respondentes e, em seguida, aparece a acessibilidade (14,55%).

A maioria dos consumidores realizará suas compras em dezembro, sendo 39,44% no início do mês e 24,41% na semana do Natal. Esse grupo afirma que deixará para fazer as compras mais próximo da data na expectativa que aumentem as ofertas. Já 23,47% vai aproveitar a Black Friday, que acontece na última semana de novembro. Por outro lado, 2,35% vai aguardar as liquidações que normalmente acontecem em janeiro para realizar as compras.

Uso do 13º salário e atual situação financeira

A pesquisa procurou saber o destino que os consumidores darão ao 13º salário neste ano: 38,07% vai usar o abono para pagar dívidas; 35,32% usará para realizar as compras natalinas e 30,28% pretende poupar/economizar. Como é possível a utilização do 13º para diferentes fins, o somatório das respostas ultrapassa os 100%.

A pesquisa também ouviu a avaliação feita pelos consumidores sobre sua situação financeira neste momento em relação a que tinha no Natal do ano passado. Do total, 43,33% informou que a situação financeira continuava a mesma que tinha em igual período de 2021. Já um percentual de 26,06% afirmou que está com situação financeira melhor este ano, dado 5,46 pontos percentuais maior que no ano passado. Destes, 44,19% tiveram aumento da renda; 27,91% conseguiram voltar ao mercado de trabalho ou familiares conseguiram algum emprego; 23,26% quitaram suas dívidas e 15,12% se sentem mais seguros no emprego. Por outro lado, 30,61% afirmaram estar com os rendimentos menores este ano.

Perfil do consumidor

A pesquisa foi realizada com 330 consumidores selecionados de forma aleatória nos principais pontos do comércio varejista da Região Metropolitana de João Pessoa entre os dias 3 e 14 de novembro de 2022. Para que o trabalho apresentasse resultado satisfatório foi calculado um erro amostral de 5,4% e um nível de confiança de 95%.

A maioria dos respondentes é do sexo feminino (55,45%). Em relação ao estado civil, os casados ou em regime de união estável (46,67%) aparecem em maioria, seguidos pelos solteiros (42,42%). Os entrevistados têm, em sua maioria, mais de 51 anos (22,12%), seguidos por aqueles com idades entre 27 e 32 anos (18,18%). A maior parte dos entrevistados possui Ensino Médio completo (40,91%), seguidos pelos que possuem Ensino Superior completo (30,30%).

Já em relação à faixa de renda, os que recebem entre um e dois salários mínimos aparecem na frente, com 32,42% do total. Um menor número de entrevistados tem renda maior que 10 salários mínimos (1,52%). E um percentual de 11,20% afirmou não possuir renda, são pessoas que não têm ocupação remunerada ou estão fora do mercado de trabalho, desempregados, dependentes financeiros do cônjuge ou estudantes. Quanto à ocupação, a maior parte dos entrevistados trabalha em empresas privadas (40,61%), seguidos pelos autônomos/profissional liberal (17,88%).

Fonte: Portal Correio

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