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Novo ministério cuidará da produção de alimentos para consumo nacional

Pasta será baseada no antigo Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas terá outro nome. Primeiro relatório da transição sobre o tema deve sair na próxima terça (29/11)

Por Victor Correia em 25/11/2022 às 21:52:29
(crédito: Reprodução/Campo/Divulgação)

(crédito: Reprodução/Campo/Divulgação)

O deputado federal e ex-ministro Pedro Uczai (PT-SC), que coordena o grupo de trabalho (GT) de Desenvolvimento Agrário da transição, declarou nesta sexta-feira (25/11) que o ministério homônimo será recriado no futuro governo e terá como prioridade a produção de alimentos para o consumo nacional. O Ministério da Agricultura e Agropecuária (Mapa), por outro lado, será focado nas exportações.

A nova, porém, será rebatizada. O primeiro relatório do GT será divulgado na próxima terça (29/11), possivelmente com a definição do nome.

"A ideia é complementar e, de forma paralela, coexistirem o ministério chamado Mapa e um novo ministério, que possa ter o cuidado com o meio ambiente, a produção de alimentos, para cumprir essa missão do presidente Lula de atender essa necessidade de alimento para o povo brasileiro", declarou Uczai no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, sede do governo de transição.

Segundo o coordenador, a futura pasta englobará instituições como Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

"Nós estamos estruturando esse novo ministério, não para a gente criar cargos, mas para produzir o que mais precisa e que define a sociedade nesse próximo período. Produzir para diminuir a inflação de alimentos, para diminuir a carestia e enfrentar a fome do povo brasileiro", explicou Uczai. "Por isso o Mapa tem a grande prioridade, produzir alimento para o mundo, produzir proteína animal. [...] Uma grande tarefa do Mapa é a exportação. A balança comercial", acrescentou.

O GT de Desenvolvimento Agrário avalia que não há nem 10% do orçamento destinado à produção de alimentos para o mercado interno que havia 10 anos atrás. "Nós tínhamos resolvido o problema da fome. Se o Brasil não tivesse voltado ao mapa da fome, quem sabe constituir um novo ministério nessa área não teria tanta importância" afirmou Uczai.

Questionado se o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia confirmado a criação da pasta, Uczai explicou que o objetivo do grupo de trabalho é fazer uma sugestão e avaliação para o futuro chefe do Executivo, a quem cabe a criação de ministérios. "Mas não tem por que não ter esse ministério, e vai ter", declarou.

Fonte: Correio Braziliense

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